tem dia que a palavra não desloca até o dedo
para todos os outros existe os últimos
ferozes alucinados meio zen
os esperançosos de toda manhã
os seres estranhos do reino
o maluco beleza da sociedade alternativa
cavucando dentro do corpo do porco a fim de encontrá-la
e mesmo quando não a encontra inventa
passa um café come um pão de queijo
como quem não espera nada e
de súbito ela aparece em espiral, cheirosa e graciosa
transformando o vazio em algo
é isso que os últimos poetas fazem para sobreviver
de um jeito ou de outro colocar no mundo
um mundo que não existia até então
uma justificativa injustificável
é disso que falam o tempo todo
doce de figo geléia de jabuticaba
como se fosse francesa falando palavras novas
mas é a lingua de sempre com sotaque esquisito
não tem cura mãe do céu
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imagem via

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