A cozinheira praguejou:
"Filha da mãe, porra, cortei meu dedo,
graças a Deus que foi na mão direita,
vão me dar folga por uns quatro dias."
A vida inteira pelejo pra ser santa
fazendo força pra fazer silêncio
e justificada está a praguejadora,
inocente como um tambor
que não tem culpa por repercutir
Adélia Prado
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