o café quente a bolsa de água quente o sol quente a sopa quente a palavra quente
o incenso a fumaça a circulação sanguínea
o desejo ardente o ritmo inspirado
todas elas já afastadas devem estar rindo alto
eu sei tantas idiossincrasias
basta um sorrisinho no escuro a melodia vem
há mais de uma brincadeira na indireta não será necessário esperar até o próximo ano para que vejamos a vela acesa novamente
outros sabem
mesmo no escuro da noite a velha é resistente ao nervoso e nada pode ser feito a respeito
zilda é uma grande mulher eu também sou grande
vamos completar uma data bonita
lá em cima, sobre as escadas e as cabeças, estarei sentada, na ponta da mesa, meditando:
será que hoje não vai ter luar?
a sincronicidade é o maior mistério tão maior do que eu mesma
mais fundo me lanço
como uma mulher dentro de uma mulher dentro de uma mulher
sinto uma pulsão imediata de ordem
de dar nome ao sentimento considerando a necessidade que as vezes a natureza tem de nomear a si própria
tudo quente
estou aqui gulosa do mais fino sonho que jamais pudera imaginar e agora me mastiga inteira
está tudo inscrito na lei segundo os códigos
tempo & tinta
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