Poesia é uma coisa importantíssima que ninguém sabe o que é
Uma coisa meio malvadinha
Meio paixão
Meio tudo faz sentido
Porque nada faz sentido
Uma coisa meio machucado
quando forma a casquinha
Tá sarando mas tá quase
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Poesia é uma coisa importantíssima que ninguém sabe o que é
Uma coisa meio malvadinha
Meio paixão
Meio tudo faz sentido
Porque nada faz sentido
Uma coisa meio machucado
quando forma a casquinha
Tá sarando mas tá quase
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"Independente da história ela deve ser suficiente
A continuação não muda o ocorrido
Complementa
Você nunca arranca 3 páginas do meio dum livro e as substitui por outras"
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Muito obrigada
As horas já não contam como antes
alongadas e descansadas
A maçã quieta explode imensa na cabeça e no peito
aguda
Tudo está tão calmo desde ontem, penso
Continuo sentada no sofá de couro marrom, esparramada
sem saber o que fazer
Olho para ela fixamente, sua pele fresca
Nunca vi vermelho com tal precisão de brilho e mobilidade
tampouco notara o quadro
Como um dardo, veloz e profundo
- me acerta -
"Estou aqui"
Encantada, suplico:
me leve embora com você
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A gente senta na mesa
janta e bate um papinho
Vamos embora daqui o mais rápido que pudermos
Para o lugar mais longe possível
Olho a cozinha em voltas
na minha frente tenho ela, pequena
na sua face encontro a receita para a peste do que doía
Ninguém que teve o juízo de obedecer à sua prescrição morreu
Não é isso o que se espera?
É só isso
Montar no cavalo e sair voando sem olhar pra trás
Que sorte a nossa
Posso admitir a minha crendice
Rezas e mandingas
para esconder o fato da salvação pela observação da lógica
Aprender com mais beleza
Sobre os macacos e sobre os homens
Servir da inteligência para combater a ignorância
O que você está pensando agora?
Deus
Estou lendo os números na cabeça para não esquecer
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