"Se alguma vez você precisar da minha vida, venha buscá-la."
Anton Chekhov, A Gaivota (1896)
"Se alguma vez você precisar da minha vida, venha buscá-la."
Anton Chekhov, A Gaivota (1896)
no horror e na beleza certos excessos me convencem
quando nada enxergo além de ti tudo me parece uma tragédia alegórica completamente estranha às
noções campobelenses do que me é crível
parece não ter freio
é absurdo, claro, ninguém é de ferro mas não me choca
a Eloísa casou, calma
desde sexta-feira no mesmo lugar, sou eu? minha nossa como vou saber
é por isso tão palpitante e perturbador
experimentamos por esses dias as primeiras pontadas de sentimentos desconhecidos
já não podemos viver sem isso
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Posso ver tudo daqui
servindo de moldura para uma encenação
acontecendo agora no palco ao lado
A narrativa é providenciada por poetas roteiristas
especialistas no assunto
O resultado fica entre a vivacidade de um musical
e o puro melodrama
Uma brincadeira faz de conta
de verdade
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O meu dia não vai completar
Se você não aparecer
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O futuro é ontem
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A história começou a andar sozinha
dentro da minha cabeça
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Que me seja dada uma dupla porção do teu espírito
Bem longe das intrigas dos mortais
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O camelos fugiram
A tenda pegou fogo
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