quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Os Chicletes de Suzanne Saroff

 





As mini esculturas de bola de chiclete produzidas e capturadas em ínfima fração de segundo entre estourar e murchar 

com máximo zoom

imediatamente coloca a mente espectadora num lugar de desordem.

Não é impróprio admirar o acaso visual que se apresenta entre uma metamorfose e outra, enquanto o impulso do asco divide espaço com a contemplação.

Mastigar os chicletes para essa série, comenta Suzanne, foi o mesmo que ter a memória atiçada por uma fragrância específica, desde as competições de bola de chiclete na infância a carregar sempre uma caixinha de chicletes por aí.

A matéria prima da obra, a obra em riste, numa piscadela se transforma. 

A fotografia instaurada permanece na memória numa grande incógnita de sentimentos. Entender o mundo através da realidade da lente, ao passo da provocação visceral, latente

entre a beleza das cores

formas

materiais

complexidade humana

saliva

escorrendo

Estaria perto de algo simplório, mas antes extraordinário.

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(via)


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