As mini esculturas de bola de chiclete produzidas e capturadas em ínfima fração de segundo entre estourar e murchar
com máximo zoom
imediatamente coloca a mente espectadora num lugar de desordem.
Não é impróprio admirar o acaso visual que se apresenta entre uma metamorfose e outra, enquanto o impulso do asco divide espaço com a contemplação.
Mastigar os chicletes para essa série, comenta Suzanne, foi o mesmo que ter a memória atiçada por uma fragrância específica, desde as competições de bola de chiclete na infância a carregar sempre uma caixinha de chicletes por aí.
A matéria prima da obra, a obra em riste, numa piscadela se transforma.
A fotografia instaurada permanece na memória numa grande incógnita de sentimentos. Entender o mundo através da realidade da lente, ao passo da provocação visceral, latente
entre a beleza das cores
formas
materiais
complexidade humana
saliva
escorrendo
Estaria perto de algo simplório, mas antes extraordinário.
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(via)



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