Posso te fazer uma pergunta?
Pude perceber seus olhos relanceando as esquinas como se procurasse por onde fugir
Você me encontrou há muito tempo atrás
Quando eu era uma mulher com ares de bomba
Anônima. Segundo as más línguas
Agora sou mulher refeita, já com tufos de cabelo branco
Embora tu me tivesse protegido de silêncio e afeição desde a primeira vista
até o presente, nunca me disse eu te amo
- E porque seria necessário trazer ao inconstante reino da linguagem sentimentos tão profundamente ardentes, tão quietos na mudez do coração?
Sei e sinto que me ama mas meus ouvidos datados de poluição querem soletrados esse amor
- Eu a amo, sempre
.
.
.
----------
Nenhum comentário:
Postar um comentário